
Eu adoro moda divertida, descomplicada e com um toque de humor — mas tem uma linha muito fina entre ser criativa e parecer imatura. E é aí que entram os La Bubu, esses bonequinhos fofos que invadiram o mundo fashion.
Vamos combinar? Não consigo imaginar uma advogada criminalista, uma diretora de uma grande instituição financeira ou uma CEO poderosa usando um La Bubu preso na bolsa ou estampado na camisa em plena reunião de negócios. Não porque seja proibido, mas porque a mensagem que isso passa é totalmente incompatível com o peso do cargo.
A imagem fala antes da gente abrir a boca, e o que um acessório como esse comunica? Leveza? Brincadeira? Um ar infantilizado? Sim. Seriedade? Autoridade? Credibilidade? Difícil.
Muitas mulheres acabam se rendendo a modismos como esse por medo de parecerem paradas no tempo ou para se sentirem mais jovens, mas, na prática, o efeito pode ser o oposto: passa a sensação de que você precisa de um artifício para se destacar, como se sua postura e competência não bastassem.
Moda é expressão, mas também é estratégia. Uma mulher que ocupa cargos de poder não precisa de um La Bubu para parecer descolada — ela já é interessante pelo que representa, pelo que conquistou. Elegância é saber filtrar: o que funciona para sua vida pessoal pode simplesmente não fazer sentido no seu ambiente profissional.
Então, antes de colocar um acessório “fofinho” só porque está todo mundo usando, se pergunte:
Isso reforça a mensagem que eu quero passar?
Isso combina com a mulher que eu sou (ou quero ser) nesse momento?
Porque, no final das contas, a moda deve servir para comunicar quem você é — não para colocar em dúvida tudo o que você já construiu.
Não deixe um LaBubu te derrubar do salto, você é muito mais do que um modismo passageiro.
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