
Uma das decisões mais difíceis para quem empreende é saber quando parar de fazer tudo sozinha.
No começo, acumular funções quase faz parte do negócio. Somos comercial, financeiro, marketing, atendimento e administrativo. Fazemos isso para economizar e, muitas vezes, porque ainda não existe receita suficiente para contratar.
Mas chega um momento em que economizar começa a custar caro.
Se uma empreendedora passa três horas resolvendo uma tarefa operacional para economizar R$ 200, mas deixa de usar essas mesmas três horas para atender clientes, desenvolver negócios ou vender um serviço que poderia gerar R$ 1.000, ela realmente economizou?
Foi assim que aprendi a olhar para contratação: não apenas como despesa, mas como decisão de alocação de recursos.
Isso também não significa contratar funcionários antes da hora. Uma empresa pequena pode começar terceirizando tarefas específicas, trabalhando com freelancers ou contratando algumas horas de suporte por mês. O importante é identificar o primeiro gargalo.
E existe outro erro que aprendi empreendendo: contratar alguém não conserta automaticamente a nossa desorganização. Se eu não sei explicar o que espero, quais são as prioridades e como aquela atividade deve funcionar, provavelmente vou apenas transferir minha confusão para outra pessoa.
Antes de contratar, portanto, eu faria três perguntas: esta atividade realmente precisa ser feita por mim? Quanto custa o meu tempo executando-a? E o negócio já consegue sustentar essa contratação sem depender de uma expectativa otimista de vendas?
Construir uma empresa também exige aprender a deixar de ser necessária em todas as funções.
Talvez esse seja um dos sinais mais importantes de amadurecimento de um negócio: quando a empreendedora entende que controlar tudo não significa necessariamente administrar bem.
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