
Existe uma luta por trás de cada silêncio da mulher empreendedora. Muitas vezes, ela se cala para não deixar sobressair a voz que grita dentro dela, querendo mudar tudo, querendo acelerar processos e resultados, colocar fim a sofrimentos intermináveis sem respostas.
Muitas vezes, é mais fácil se calar do que ouvir o som estrondoso e absurdo de suas conclusões intermináveis, do que encarar horas de trabalho em vão, do que ver um sonho desperdiçado. Pois é, quem vê a operação não vê o preparo, ou, se você preferir, quem vê o palco não vê os bastidores.
No silêncio do escritório, ela avalia, faz cenários inteiros em sua cabeça: possibilidade número um, isso; número dois, aquilo; e, na centésima, ela se sente feliz em colocar sua ideia em jogo.
Vamos experimentar isso, testar as águas, ver como o mercado se comporta e, se não der certo, plano B (que ela também já pensou e repensou uma dúzia de vezes).
Ela também está à frente da operação e da execução, muitas vezes. Dá a cara a tapa na linha de frente e não tem ninguém para amortecer a queda quando ela vem com tudo. Isso sem contar os ciclos femininos que passam pela vida dessa mulher, que muitas vezes não é mais tão jovem e conhece os desafios da perimenopausa.
Quantas coisas diferentes essa mulher enfrenta por dia, e ainda assim está lá no dia seguinte e no outro também. Temos que dar valor a essas mulheres, que muitas vezes enfrentam batalhas que ninguém vê, pois elas têm o dom de suavizar qualquer indisposição que apareça no caminho, só para manter as aparências de seus negócios.
Estamos em uma fase da vida em que se deve permitir errar, aprender e experimentar. Se cair, levantar, mas não deixar de tentar nem se omitir diante da falha. Os japoneses nos trazem um aprendizado importante com relação a isso. Há um provérbio deles que ensina que, ao quebrar uma xícara, é importante colar seus pedaços e ainda utilizá-la, pois as emendas servem para mostrar a experiência e a falha em determinado evento. Mas o mais importante é o aprendizado que isso traz.
Fica a reflexão: qual é a xícara que mais ensinou na trajetória do seu empreendimento?
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