O silêncio ensurdecedor da tomada de decisão das mulheres empreendedoras por Tatiana Lautner

Existe uma luta por trás de cada silêncio da mulher empreendedora. Muitas vezes, ela se cala para não deixar sobressair a voz que grita dentro dela, querendo mudar tudo, querendo acelerar processos e resultados, colocar fim a sofrimentos intermináveis sem respostas.

Muitas vezes, é mais fácil se calar do que ouvir o som estrondoso e absurdo de suas conclusões intermináveis, do que encarar horas de trabalho em vão, do que ver um sonho desperdiçado. Pois é, quem vê a operação não vê o preparo, ou, se você preferir, quem vê o palco não vê os bastidores.

No silêncio do escritório, ela avalia, faz cenários inteiros em sua cabeça: possibilidade número um, isso; número dois, aquilo; e, na centésima, ela se sente feliz em colocar sua ideia em jogo.

Vamos experimentar isso, testar as águas, ver como o mercado se comporta e, se não der certo, plano B (que ela também já pensou e repensou uma dúzia de vezes).

Ela também está à frente da operação e da execução, muitas vezes. Dá a cara a tapa na linha de frente e não tem ninguém para amortecer a queda quando ela vem com tudo. Isso sem contar os ciclos femininos que passam pela vida dessa mulher, que muitas vezes não é mais tão jovem e conhece os desafios da perimenopausa.

Quantas coisas diferentes essa mulher enfrenta por dia, e ainda assim está lá no dia seguinte e no outro também. Temos que dar valor a essas mulheres, que muitas vezes enfrentam batalhas que ninguém vê, pois elas têm o dom de suavizar qualquer indisposição que apareça no caminho, só para manter as aparências de seus negócios.

Estamos em uma fase da vida em que se deve permitir errar, aprender e experimentar. Se cair, levantar, mas não deixar de tentar nem se omitir diante da falha. Os japoneses nos trazem um aprendizado importante com relação a isso. Há um provérbio deles que ensina que, ao quebrar uma xícara, é importante colar seus pedaços e ainda utilizá-la, pois as emendas servem para mostrar a experiência e a falha em determinado evento. Mas o mais importante é o aprendizado que isso traz.

Fica a reflexão: qual é a xícara que mais ensinou na trajetória do seu empreendimento?

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